Creches

A falta de creches no país impacta diretamente na diminuição da autonomia financeira das mulheres e na colocação no mercado de trabalho. A pesquisa realizada pelo SOS Corpo, em 2012, aponta que a falta de vagas em creches como um grave problema vivido pelas mulheres em todas as regiões metropolitanas do país. Segundo a pesquisa, 10 milhões de crianças estão em idade de frequentar creches, mas apenas 21% delas estão matriculadas. E 45% das mães que trabalham não têm ajuda para cuidar dos filhos. O direito das mulheres às cidades passa, necessariamente, pela sua autonomia financeira, que depende do aumento de vagas nas creches.

No Plano Nacional de Políticas para as Mulheres, do governo federal, as creches foram incorporadas às ações com o objetivo de contribuir para a promoção da autonomia econômica das mulheres e a igualdade no mundo do trabalho, porém, essa reinvidicação tão importante, tem sido lentamente implementada. Mais creches significa impactos positivos no cotidiano de muitas famílias, sobretudo das mulheres, que, ainda, são as principais responsáveis pelas práticas do cuidado. E a educação infantil é responsabilidade dos municípios. Compartilhar o cuidado e a educação d@s filh@s é fundamental para a igualdade de direitos.

As creches são indispensáveis para a proteção e o cuidado das crianças e como política pública deve contribuir para a autonomia e emancipação financeira das mulheres. As creches, responsabilidade da gestão municipal, devem atender as demandas reais das mulheres que trabalham fora, como por exemplo, os horários de atendimento que se adeque às condições do trabalho das mulheres.

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